domingo, 29 de maio de 2011

Não sou daquelas que sorriem para quem sorri pra mim, meu sorriso é verdadeiro e não consegue mais fingir.
O mais curioso dessa minha realidade, é que não tenho minha consciência pesada e consigo dormir sem ter o que me faz falta.
Minha voz não grita como antes, talvez por que minhas forças não sejam o bastante para o mundo ouvir o que me deprime.
Falta reconhecimento, falta justiça, falta amor e felicidade.
Ainda não encontrei meu lugar, mas não estou disposta a mudar meus princípios para encontrá-lo.
Sou livre como o céu e presa como os pássaros em suas asas; tenho todo o caminho à minha espera, mas faltam forças e bravura para traçá-lo.
Não encontrei a minha felicidade na felicidade dos outros, mesmo sabendo que essa seria a chave para o meu sorriso.
Resta-me viver sozinha, na esperança que o tempo prove ao meu coração quem está comigo nessa caminhada.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Afinal, a vida é viver.


Ninguém nesse mundo é completamente verdadeiro, ninguém é sempre bom, sempre amigável; não há ninguém que nunca tenha praticado o mal.
Temos em nossas mãos o maior presente de Deus, e ninguém é sábio o bastante para aproveitá-lo; nem o mais eminente dos supinos, nem o mais heróico dos seres, nem o mais amado dos amantes.
Aliás, ninguém necessita ser esse alguém; almejar vale, urgência disso não.
Acima de tudo somos humanos. Humano é sinônimo de errar, sinônimo de aprender, sinônimo de crescer.
Humano mesmo é aquele digno a ponto de auto criticar-se, de auto avaliar-se e de auto corrigir-se.
Até por que, resignar-nos sobre tais problemas só aumenta nossa fama de covardes. Assumamos os nossos erros, corramos atrás deles até atingirmos um eficiente aprendizado.
Tenhamos coragem para mudar a situação, criemos um instinto selvagem, agarremos o vento em suas velas, desamarremos de nossas mãos tudo o que nos priva de sermos melhores, de sermos humanos.
Honremos nosso nome, honremos nossos defeitos; são eles que nos mostram quem somos, mostram o quão somos fortes.
Afinal, basta uma nova primavera, para que o mundo mude de cor.
Faça como eu; ceda como eu cedi, acredite como acreditei, mergulhe nas águas que mergulhei, assopre o vento como assoprei.
Não tenha medo de ir à procura da felicidade, estamos nessa batalha para isso, e queremos sair dela vencedores.
Não se esqueça, não há vida sem a morte, e só há morte depois da vida.
Então viva, apenas viva.

sábado, 30 de abril de 2011

Desabafo

Querido diário;
Você sabe qual é o pretexto da minha indecisão? Sabe qual é a causa da lágrima de ontem? Sabe qual a justificativa para essa irritação? A razão para tal tristeza? E ainda, o meu sorriso tímido, que cobre tudo o que há de errado?
Sabe qual é o motivo de eu estar aqui; sozinha, nesta noite fria e sem carinho, tentando desabafar com você?
E mais ainda, entende como é difícil ouvir alguém lhe perguntar “o que há de errado?”, e você não ter uma resposta, pois nem mesmo você sabe o que está acontecendo?
Pois é, também acho mais fácil sorrir, a dizer o motivo pelo qual estou triste.
Muitas vezes, o meu silêncio é um grito, alto e estridente. Outras vezes, eu os troco de lugar. A maioria de minhas palavras só são pronunciadas quando eu sei que irão me escutar. Em suas pluralidades, nunca são ouvidas.
Na maioria das vezes, ajo completamente diferente dos meus amigos; não que eu seja antipática, apenas acho que não tenho a obrigação de rir para todo mundo.
As pessoas falam que devo ser eu mesma; mas não sabem que eu, sou eu mesma.
Não preciso ser amada e idolatrada por todos, se apenas uma pessoa amar-me, e essa tal pessoa for eu mesma, estou satisfeita.
E aí meu querido diário, só o tempo explicará e trará todas as respostas para as minhas dúvidas e incertezas; e então, terei ainda mais perguntas, que só o tempo, novamente, irá responder-me.
A partir disso, faço das palavras de Bob Marley, as minhas palavras finais:
“Explicar as coisas que eu sinto, é quase como explicar as cores para um cego”.





domingo, 27 de março de 2011

Regenerar

E hoje o comum já não me atrai, o que era de costume enjoou e não importa mais,
o que era bonito tornou-se normal, o simples está tão vazio.
Tudo o que alegrava-me, apenas contenta; preciso suprir minhas necessidades, preciso do novo...
O interessante, perdeu a curiosidade, tornou-se banal.
Os motivos pelos quais eu chorava, hoje são suspiros, vagas indagações.
Meus sorrisos, estão tímidos e escondem-se por trás do meu olhar distante;
minha boca fala o suficiente para eu ser compreendida, sem mais.
Cansei da vida, cansei do fútil, cansei de ser outra para os outros.
Hoje sou diferente, renovada, recuperada, reestruturada.
Não preciso modificar meus princípios, apenas progredi-los.
Hoje sou melhor.
A cada dia que passa, sinto-me mais completa, sinto-me regenerada!