Querido diário;
Você sabe qual é o pretexto da minha indecisão? Sabe qual é a causa da lágrima de ontem? Sabe qual a justificativa para essa irritação? A razão para tal tristeza? E ainda, o meu sorriso tímido, que cobre tudo o que há de errado?
Sabe qual é o motivo de eu estar aqui; sozinha, nesta noite fria e sem carinho, tentando desabafar com você?
E mais ainda, entende como é difícil ouvir alguém lhe perguntar “o que há de errado?”, e você não ter uma resposta, pois nem mesmo você sabe o que está acontecendo?
Pois é, também acho mais fácil sorrir, a dizer o motivo pelo qual estou triste.
Muitas vezes, o meu silêncio é um grito, alto e estridente. Outras vezes, eu os troco de lugar. A maioria de minhas palavras só são pronunciadas quando eu sei que irão me escutar. Em suas pluralidades, nunca são ouvidas.
Na maioria das vezes, ajo completamente diferente dos meus amigos; não que eu seja antipática, apenas acho que não tenho a obrigação de rir para todo mundo.
As pessoas falam que devo ser eu mesma; mas não sabem que eu, sou eu mesma.
Não preciso ser amada e idolatrada por todos, se apenas uma pessoa amar-me, e essa tal pessoa for eu mesma, estou satisfeita.
E aí meu querido diário, só o tempo explicará e trará todas as respostas para as minhas dúvidas e incertezas; e então, terei ainda mais perguntas, que só o tempo, novamente, irá responder-me.
A partir disso, faço das palavras de Bob Marley, as minhas palavras finais:
“Explicar as coisas que eu sinto, é quase como explicar as cores para um cego”.
